Planejamento do evento

Planejamento do evento: faça ou você não será contratado de novo!

Muitos artistas acreditam que o planejamento do evento é apenas uma parte acessória, de menor importância e fácil de ser feita. Um engano comum, mas que pode trazer graves consequências. A verdade é que essa etapa é tão ou mais importante que a execução.

É nesse momento que se entende a real necessidade do cliente, o objetivo da sua apresentação no contexto do evento e também são definidos alguns pontos essenciais para que o resultado da apresentação seja o melhor possível.

Por onde começar o planejamento do evento?

O primeiro passo para um bom planejamento é fazer uma análise inicial.

Quem é o seu contratante? Qual é o objetivo buscado por ele com o evento? Qual é o seu papel no cumprimento desse objetivo?

É preciso entender a proposta do evento e como você poderá encaixar a sua performance de maneira harmoniosa. Em alguns casos você pode ser contratado apenas para fazer a ambientação e compor, de maneira acessória, uma apresentação maior, como em um lançamento da nova coleção de uma marca.

Já em outros casos, você será a atração principal de uma casa de shows e terá todas as atenções voltadas para você. Cada caso demandará uma postura diferente de sua parte, e você deve estar ciente disso desde o início.

Saiba como colocar fim à famosa “guerra de volumes”

Nem sempre encher a sala de estar com vários amplificadores e instrumentos percussivos trará o resultado esperado – principalmente em situações como a do lançamento da nova coleção de uma marca. Sabemos que a música eleva os ânimos e a empolgação pode atrapalhar na hora de fazer o som ficar perfeito, mas, novamente, você deve buscar sempre a harmonia de suas músicas com o restante do evento, sem destoar do que está ao seu redor.

Suponha que, naquele exemplo anterior em que há um desfile acontecendo e você está complementando o ambiente com sua apresentação, o evento seja em um lounge para cerca de 50 convidados. No planejamento do evento, é possível sugerir uma formação com Cajón no lugar da bateria e um violão no lugar da guitarra, trazendo provavelmente um resultado melhor para esse local pequeno, garantindo o complemento divertido, sem perder o foco no objetivo do evento. Se quiser melhorar ainda mais a qualidade do seu show, analise a possibilidade de usar In Ears na monitoração.

No segundo exemplo, podemos dizer que seria uma casa de shows para 800 pagantes. Nesse caso, a sua apresentação é o foco da noite, como um caráter de destaque. Sendo assim, o público vai ao evento para assisti-lo, e, aí sim, você deve buscar se destacar. Esse local maior possivelmente permite o uso de bateria e mais amplificadores, trazendo o foco para o palco.

Quem deve escolher: artista ou contratante?

A resposta para essa pergunta pode parecer simples, afinal, quem está pagando é quem deve decidir, certo? Porém é dever do artista buscar o diálogo com quem está o contratando, buscar entender o que ele procura e opinar nas questões que julgar pertinente.

Se o seu cliente quiser colocar uma super banda de rock na sala de jantar para cerca de 20 convidados, pode ser que você tenha que explicar que essa pode não ser a melhor opção.

Vale observar que isso não é uma regra e, nessa mesma situação, com músicos e gêneros mais calmos, pode-se conseguir um bom resultado. Por isso, faça um bom planejamento do evento, entendendo cada etapa e tenha paciência em explicar o que pode ficar melhor para cada situação até que vocês cheguem em um acordo que favoreça ambas as partes.

Você já se viu numa situação onde algo parceria errado? Já fez um show que não combinou com evento? Se inscreva em nossa newsletter para receber os próximos conteúdos e acertar em suas escolhas!

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