Cursos Técnicos para Músicos

Cursos Técnicos para Músicos: confira 5 opções!

Atualmente, vemos grandes espetáculos construídos através da sensibilidade e do talento de grandes artistas. Mas será que eles simplesmente nasceram com um dom e conseguiram obter sempre aquele mesmo resultado? Se você acredita que o esforço pela busca do conhecimento pode colocá-lo em uma posição cada vez melhor, confira algumas dicas de cursos técnicos para músicos!

É muito mais provável que esses artistas tenham desenvolvido novas técnicas e se estruturado intelectualmente para compor uma melhoria diária. Mas não estamos mais na época em que o evento era em uma praça para cerca de 50 pessoas onde todos ouviam o cantor.

Hoje também é necessário um conhecimento técnico básico para entender como uma grande estrutura faz uma multidão escutar bem cada instrumento de uma banda. E você sabe como funcionam esses equipamentos?

Entender como é possível projetar o seu instrumento para todas aquelas pessoas pode, além de melhorar o seu rendimento no palco, diferenciar você de um músico amador para um profissional de referência na área da música.

Quais noções de técnicas básicas um músico deve ter?

O trabalho de um músico consiste na criação de letras, harmonias e melodias que resultam em música. Mas de nada adiantam esses esforços se, ao chegar no show, o público não conseguir ouvir bem, certo?

Você já imaginou quantas ações são necessárias para a realização de um show? São inúmeras etapas e setores para que os artistas possam subir ao palco durante 2 horas e mostrar o seu trabalho. Por isso é muito importante entender como funciona a parte do veículo que transporta o seu talento: a estrutura de sonorização.

Algumas características são essenciais para quem deseja se diferenciar em apresentações ao vivo. Elas contribuem para que o trabalho seja realizado de forma planejada e eficiente, e podem significar um grande passo para quem deseja se destacar. Acredite, esse conhecimento vai transformar o seu show!

1. Conhecer as faixas de frequência

É muito importante que o músico conheça as faixas de frequência para ter uma referência do seu instrumento, seja a voz, violão ou qualquer outro. Você não precisa saber a nota ou a frequência de ouvido, mas é importante identificar a região:

• Sub-grave: 20 – 60 Hz
• Grave: 60 – 250 Hz
• Médias Baixas: 250 – 2.000 Hz
• Médias Altas: 2.000 – 6.000 Hz
• Agudos: 6.000 – 20.000 Hz

Um bom teste é baixar um aplicativo de RTA (Real Time Analyzer) e tocar o instrumento, fazendo a leitura do espectro de frequências que correspondem àquela nota. Com o tempo, você vai se acostumar com cada som e saber o que está sobrando ou faltando, facilitando a comunicação com o técnico.

2. Diferença entre Reverb e Ecos

Você já deve ter pedido para dar aquele “efeito” no seu instrumento, principalmente na voz. Mas não soube exatamente como pedir, certo? Alguns conceitos podem ser de grande ajuda nesses casos, como a diferença entre reverb e ecos. Para melhor ilustrar, vamos ver o que disse Fábio Henriques, autor do livro Guia de Mixagem:

“Reverb é um conjunto muito denso de reflexões sonoras que acontecem de modo quase aleatório e se tornam aos ouvidos um som contínuo, como um prolongamento do som. Os ecos, por sua vez, são repetições bem nítidas dos sons.”

Ainda completa: “O termo delay se aplica erroneamente aos ecos. O parâmetro delay (que significa atraso) é o intervalo de tempo entre os ecos e não o efeito em si. Assim, ‘aumentar o volume do delay’ não faz sentido, sendo mais correto dizer que vai aumentar o volume dos ecos. Porém no dia a dia a gente acaba usando a primeira versão mesmo e todo mundo entende.”

3. Entender como funciona a compressão

Sabemos que em qualquer gênero musical existe a dinâmica. Mas o que exatamente ela é? Trata-se da diferença entre os sons mais baixos e os mais altos. Imagine o refrão de uma música, geralmente mais alto, e uma simples estrofe, que é mais baixa.

Existem músicas com uma diferença enorme (dinâmica maior) e outras com pouquíssimas trocas (dinâmica menor). O responsável por isso tudo é o famoso compressor, que atua aumentando os sons mais baixos e atenuando os mais altos.

4. Conhecer os tipos de microfones

Seja de um amplificador de guitarra ou a voz de um integrante, usamos o microfone para captar o sinal e depois transmiti-lo à plateia. É provável que você já tenha sofrido inúmeras vezes com as terríveis microfonias, certo? Principalmente quando trabalhamos com monitores de chão, é indispensável que estes estejam corretamente posicionados em relação ao microfone usado.

Além do entendimento sobre a diferença entre dinâmico e condensador, é fundamental saber como é a sua captação:

• Cardióide
• Supercardióide
• Hypercardióide
• Bidirecional
• Omnidirecional

Por que fazer um curso na área?

Apesar da importância das características que apresentamos até agora, os cursos profissionalizantes na área técnica contribuem para que o músico seja capaz de se comunicar claramente com o técnico e aumente a segurança na sua apresentação, bem como a qualidade de evento.

Os erros mais comuns cometidos por amadores estão relacionados a aspectos da linguagem técnica, como as metáforas de “som fofo”, “som azul”, “bumbo magrinho”, entre outros.

Além disso, muitos erros se devem à falta de conhecimento técnico básico com elementos fundamentais desconhecidos pelos músicos. Esses, consequentemente, ficam sem saber o que solicitar ao técnico de som e se perdem nas metáforas citadas acima.

Quais são as opções de cursos técnicos para músicos?

  • Iatec: cursos voltados para os temas Áudio Fundamentos e Áudio Equipamentos e Aplicações, abordando assuntos como características da nossa audição, o decibel, microfones, D.I.s, equalizadores, efeitos e compressores.
  • Instituto de Áudio e Video (IAV-SP): oferece cursos nas áreas de áudio, como fundamentos, acústica, mixagem, sonorização ao vivo, além de um totalmente voltado para Linguagem Musical.
  • Loop Escola de Som: com diversas opções de cursos para músicos e DJs, tem grande foco na área de estúdio.
  • Produção Fonográfica: oferecido pela Estácio, o curso é reconhecido como graduação tecnológica e tem duração de 2 anos e 6 meses. É uma excelente oportunidade para quem pretende, além do grande amadurecimento dentro de uma universidade, ter ensino superior na área musical.
  • OMiD – Academia de Áudio: possui diversas opções para músicos que variam entre os níveis de conhecimento básico ao avançado.

Antes de fazer sua inscrição, esteja atento à base curricular e aos aspectos abordados no curso. Se possível, converse também com alguém que já participou para ajudar a decidir por um curso que seja adequado às suas expectativas.

Gostou das opções de cursos? Leia também o Post Áudio para Músicos: 5 Livros Para Mudar A Sua Carreira!

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2 Comments

  1. Layssa Gadêlha

    Vocês tem opções para músicos clássicos?

    • E ai, Layssa!

      Na verdade o tema é sobre Cursos Técnicos para Músicos, onde abordamos a importância do conhecimento técnico básico como desenvolvimento do profissional e o consequente resultado na prática (apresentação musical).

      Cursos voltados para as áreas de harmonia e produção musical serão abordados em outros momentos. De toda forma, já inseri o seu e-mail para receber as nossas newsletters.

      Qualquer dúvida nos chame aqui de novo, ok?

      Obrigado pelo contato!

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